domingo, 3 de outubro de 2010

Mentiras?




"Se a mentira arruína rapidamente o mentiroso porque as pessoas mentem?"


Fuga? Medo? Mecanismo de defesa? Vontade intencional de enganar a outrem?

Pensei por dias e meses a fio sobre a mentira e entendi que assim como Santo Agostinho já dizia: "Não há mentira, apesar do que se diz, sem intenção, desejo ou vontade de enganar". "Quem enuncia um fato que lhe parece digno de crença ou acerca do qual forma opinião de que é verdadeiro, não mente, mesmo que o fato seja falso". E segundo alguns autores psicanalíticos  a definição de mentiras como mecanismo de defesa, se origina de um possível medo ou falta de coragem de enfrentar-se a sí mesmo, como diagnosticado em variados tipos de personalidades, uns por possuir um ego frágil e por isso não suporta a realidade de seus próprios atos, distorcendo sua realidade ou se acometendo a uma falha-lapso na memória de modo inconsciente. Uns por possuírem uma personalidade neurótica não tratada, outros por capricho não aprendido, ou seja, não foram reforçados a contarem a verdade como algo benéfico e o aprendido torna-se o oposto, comum em crianças. Porem se patológico ou não a mentira tem sido ferramenta para pessoas em graus variados de neurose, seja esta por uma fragilidade da construção do self, ou seja, este do ego. Em fim não por mal em muitos casos, pois se encontra a um nível inconsciente de funcionamento. Porem também é ferramenta para os ordinários inescrupulosos que usam como meio de puro comodismo, como meio aprendido, ou como meio doloso de causar dano intencional a outrem.
“Independentemente da causa, mentiras serão sempre mentiras, é impossível consolidar confiança em algo ou alguém se suas bases têm raízes no engano”.

Mentiras são punhais


Cravados... reais



Na luz do dia… frontais



Na noite…escondidos



Nas sombras fatais




Partiste e como lembrança



Deixaste palavras malditas 



Incertezas mortais 




No rastro frases vendidas 



Gestos...



Olhos mansos nos meus



Suavidade nas mãos 



Sorriso... esse sorriso




Nada sei



Nada tenho 




Ou o que tenho?


Mentiras!




Quem és tu que habitavas os meus sonhos?



Tu que sorridente invadias o meu espaço?




Nada sei de ti 



Dizias tanto e tão pouco 



Em gestos loucos 



Somente o que contavas 



Nas meias palavras de ti 



E dizias palavras tantas



E que sentido tinham 



Na aurora do dia?




Mentiras, mentiras, mentiras 



Que arrancaram aos poucos 



Pedaços de mim




E subitamente vejo-me assim



Tiraste-me o chão...alteraste o norte 



Sem raízes...nem caminhos 



Morri aqui




Quem és tu? 



Quem sou eu?



Quem fomos nós?



"E tudo ruístes por covardia, por contos em fabulas, pela inverdade



Pois tua Ruina sabes que foi Mentira, mentira, mentira"