quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Problema é dela



              Após um episodio incomodo, ela ficou pesarosa, pensativa, sim, aborrecida! Em quanto ela dirigia na BR que a levava de volta ao lar, ficou com os pensamentos fitos numa prosa de puro desabafo com seu querido e sempre presente Amigo, seu Criador, Deus. E em quanto falava com ele, dizia aborrecida, irritada, sobre sentir-se vitima de um poder austero, numa vertente unilateral, que ao invés de dialogar ou resolver dilemas com Sabedoria, com Amor, usa de seu poder para causar certo dano a outrem.
            
             Mas tudo bem, ela se pergunta como passar por cima de tudo o que esta sentindo, Como resolver da melhor maneira. Ela ficou com uma sensação ruim durante o dia, mas confiante que tudo daria certo ela tinha um plano, mesmo sendo um plano secreto e desconhecido para ela mesma, era infalível por deixar a arquitetura nas mãos de alguém que simplesmente é onipotente, sim, seu Deus, ele cuidará de tudo.
             Ela esta confiante, porem ainda um pouco aborrecida, gostaria de poder talvez compartilhar com mais alguém suas ideias, ela acha que tem alguém ótimo para dividir seus pensamentos, um companheiro, confidente, cumplice. Porem, ela compreende que após tentar alcança-lo varias vezes por longos intervalos no discorrer do dia, que ele, seu confidente tem uma vida ocupada, cheia de responsabilidades e compromissos, que seria pura futilidade pensar em compartilhar seus pensamentos em pleno horário de expediente.

              Então ela espera mais um pouco, mas quando em fim tarde da noite consegue alcançar sua companhia, ela sente, algo estranho, familiar, mas que a principio não é identificado, só sabe que não quer mais falar, esquece esse negocio de compartilhar, porque uma frustração esquisita começa afligir seu peito, é quase como aquela falsa sensação de quem espera ser “salva”, ser tirada de apuros, ser protegida, quase como no clássico “complexo de cinderela”, porem sem um resgate. Afinal ela sabe que a realidade, é assim, cada um com seus dilemas e problemas, cada um envolvido e mergulhado em resolver suas questões.
              Entende que o problema é dela, o dilema é pessoal e intransferível, desabafar não esta aliviando, apenas angustiando, pois ao passo que deseja compartilhar seus anseios, possui um desejo secreto e infantil, de querer alguém que a salve, que lhe mostre a porta de emergência, que lhe ajude a pensar, a resolver suas questões que são tão unicamente suas! Ela sabe que quem deve preocupar-se em resolvê-los é ela mesma, e isso a frustra e traz de volta a realidade, talvez seja por isso a perda do apetite e o desanimo que a atormenta.
         
              Bom, ela vai dormir e acordar num outro dia, com certeza revigorada, com suas forças regeneradas, logo, logo ela descobrirá o plano que a libertara de suas encruzilhadas, porem teme perder o brilho, e o encanto quando descobrir que pode resolver sozinha!