terça-feira, 21 de maio de 2013

Crown


Das coroas dessa vida, a mais bela do qual fui presenteada, não foi aquela de portentosa ostentação refletida em um padrão nomeado de beleza. Mas aquela que não é passageira, não envelhece, não deprecia, e seu brilho não se recolhe. A coroa Eterna ! Aquela que emoldura a verdadeira beleza, que profunda reflete os tesouros que não se findam, mas promovem cura. A cora Eterna é sinônimo de Amor, piedade, perdão, sabedoria e mansidão. É o tesouro incomparável, obtido pela Graça e bondade dAquele que por compaixão nos dá deliberadamente desse Amor e Seu favor.
"Dedica grande consideração à sabedoria, e ela te exaltará; abraça-a, e ela te honrará! Ela te coroará com um exuberante diadema de graça sobre tua cabeça e nela fará repousar o esplendor da glória”
Provérbios 4:8-9

Promessas de casamento




"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" 


Um tanto simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:


- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade? 


- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica? 


- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar? 


- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? 

- Promete se deixar conhecer? 


- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

 - Promete que fará sexo com amor, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda? 


- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros? 


- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina? 


- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja? 

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros. 

Martha Medeiros 




O contrário do amor



"O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença." 

        O ódio é uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto. 
Martha Medeiros

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Independente




“É claro que a melhor maneira de aprender a ser feliz com alguém é ser feliz sozinho. Daí a companhia será uma questão de escolha e não de necessidade”.

sábado, 18 de maio de 2013

Velhos monstros


      


      Velhos monstros, novas teorias. Sou tão rápida com as palavras, voraz. Quase incontrolável. Sinto-me refém daquilo que soa como qualidade. Essa virtude em potencial é uma pobre sina. Um fardo pesado, antigo. Quase um amigo. Só que não. Na maior parte me atrapalha - boicota.
      Gosto das palavras. Gosto de saborear meu curto vocabulário, minha inveterada persuasão nata. Como uma previsível comunicadora, estou sempre comunicando algo, ou alguma coisa. Discorro quase que sistemática e inevitavelmente assuntos quais queres, de forma profusa, por vezes confusa.  Pela vontade de derramar o que de mim transborda. Por impulso espontâneo, inconsciente. Ou quem sabe por necessidade apenas.
        Queria hoje, apenas me livrar de certos assombros que vez ou outra me assolam, afligem, sufocam. São daqueles monstros sabe? Àqueles de sempre, que sempre roubam à graça, o riso, Alívio.  Aqueles que se vestem carentes, que de pouquinho vem e devoram a simplicidade de apenas ser. Ser quem sou apenas. 
         Realçando a vaidade jaz obsoleta, atacam-me. Assim como a inconstância constante. A desordem em ordem.  O tempo passante. Sinto perpassar entre meus dedos o controle descontrolado das coisas que já não sei ser. Que já não mais quero e Já não mais posso ser. 
       Assim pois, mais uma vez, me desafaço e refaço as margens desses percalços. E em silêncio oro baixinho, suplico pequenininho pelo resgate.
       "Resgata-me. Vem e salva-me de mim mesma. De mim mesma!" 
     Pois não sei conduzir-me, me sinto criança ainda pequena. Um grão de areia. Que precisa de direção. Instrução. Me pegue pela mão. 
       Conduza-me. Eleva-me. Cuide bem. Eu sei que me quer bem. Muito bem.


Eterno bem

Save Date!




        ...gratidão.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pense




"Não passe sua vida sendo metade do que deveria ser. Sonhos podem sim se realizar. Nunca se subestime. Lute pelo que é correto. Guardar sentimentos dentro de nós só nos deixa doentes. O amor bate em nossas portas de maneiras e formas diferentes. Amar demais nunca é demais, amar de menos é demais. É necessário ouvir a doce voz da consciência. Honestidade é tudo. O caráter é essencial. Abra os olhos para as coisas que realmente importam, descarte o restante. São poucos os que você pode depositar sua confiança, mas esses poucos estarão sempre com você e de uma forma ou outra devem sempre ser lembrados. Não faça da rotina um estilo de vida. Busque novos horizontes. Faça novas descobertas. Ás vezes é preciso mudar. E o mais importante: seja sempre você, e não passe sua vida sendo metade do que deveria ser."

C. Bespalec

domingo, 12 de maio de 2013

Não troque !

"Vejo ser um terrível erro trocar o que se mais quer na vida pelo que se quer no momento"




sexta-feira, 10 de maio de 2013

.Outro encontro




Naqueles encontros solitários comigo mesma, me pego tão frágil, quebrável. Insensível a Sua companhia. Desesperada por Sua presença. Por Seu calor, por todo Amor. E todas as vezes que me vejo solta, desenvolta. Tão independente, e profundamente carente.  Me pego tão faminta. Tão pobre. Ausente. E novamente carente. 
Minhas manias, meus vícios. Tantos inícios.  Sempre agarrada à Sua piedade... Me apego e desapego. Tanto Te quero, e tão pouco Te procuro.  Tanto o amo, e tão pouco te entendo. Não compreendo Sua dimensão, tão pouco todo este amor. Você é um oceano, e eu um grão perdido na Sua imensidão. Tão perfeito, e tão querido. Sempre tão irresistível. Sou sempre tão óbvia e previsível. Mas com você as coisas se tornam Completas. 
...Pro teu colo eu corro, pros Teus braços eu volto, nas tuas mãos me seguro.