segunda-feira, 18 de abril de 2011

Redenção



Somos aceitos diante de Deus como se não houvesse pecado.

Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado. 
    E ainda mais, Cristo mudará o coração. Nele habitará, pela fé. Pela fé e contínua submissão de vossa vontade a Cristo, deveis manter essa ligação com Ele; e enquanto isso fizerdes, Ele operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Podereis então dizer: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20. Disse Jesus a Seus discípulos: "Não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." Mat. 10:20. Assim, atuando Cristo em vós, manifestareis o mesmo espírito e praticareis as mesmas obras - obras de justiça e obediência. 
    Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós. 
    Quando falamos em fé, devemos ter presente uma distinção. Existe uma espécie de crença que é inteiramente diversa da fé. A existência e poder de Deus, a veracidade de Sua palavra, são fatos que mesmo Satanás e seus exércitos não podem sinceramente negar. Diz a Bíblia que "também os demônios o crêem e estremecem" (Tia. 2:19); mas isto não é fé. Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também uma submissão à Sua vontade; onde o coração se Lhe acha rendido e as afeições nele concentradas, aí existe fé - a fé que opera por amor e purifica a alma. Por esta fé o coração é renovado à imagem de Deus. E o coração que em seu estado irregenerado não era sujeito à lei de Deus, agora se deleita em Seus santos preceitos, exclamando com o salmista: "Oh! quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia!" Sal. 119:97. E cumpre-se a justiça da lei em nós, os que não andamos "segundo a carne, mas segundo o espírito". Rom. 8:1. 

Livres para sermos belas

Nesta era pós-moderna, uma suposta liberdade parece ser a nota tônica. Somos livres para pensar o que quisermos, nos relacionar com quem quisermos, viver da forma que quisermos, adorar a quem quisermos, nos vestir como quisermos… será?

Tenho pensado muito sobre isto nas últimas semanas. Como somos enganados por esta suposta liberdade! Uma suposta liberdade que a modernidade e a ampliação de direitos nos faz pensar que temos.
Meu pensamento tem se voltado, mais recentemente, para a temática da beleza. Será que somos livres para sermos belas? Até que ponto eu posso de fato agir com liberdade ao escolher a forma como me visto, ou penteio meu cabelo, ou apresento meu rosto? Se pegarmos algumas revistas femininas para ler, ou nos detivermos por alguns instantes assistindo programas voltados para mulheres, seremos bombardeadas por padrões que me fazem duvidar que o moderno é ser livre para ser bela.
Rugas, manchas, olheiras, estrias, celulite… essas coisas comuns e naturais são proibidas. Vestir-se fora das tendências atuais da moda, nem pensar, isto é quase que um “crime inafiançável”! (você corre o risco de aparecer em alguma revista de moda na seção de erros e acertos).  Sair de “cara lavada” na rua é não ter o senso do ridículo. A indústria da moda tornou as mulheres que lutaram pela liberdade em escravas cegas, que não percebem sua condição servil.
Então eu volto meu olhar para o evangelho, e reconheço ali algo verdadeiramente libertador. Algo que me liberta da necessidade de estar sempre em consonância com as tendências, e que produz em mim a real beleza.
Fico triste em pensar que a escravidão gerada pela moda atinge mulheres que em tese deveriam ser livres pelo evangelho. Elas discutem por causa de comprimento de roupa, do uso de acessórios e da maquiagem. Mulheres cristãs, chamadas por Deus para uma nobre missão perdem seu tempo se desentendendo sobre os limites das pinturas e demais adornos, quando deveriam estar preocupadas com o desenvolvimento do caráter à semelhança do de Jesus. Então eu me pergunto, será que elas não perceberam que estão se fazendo escravas, quando poderiam ser livres?
Pense amiga, que loucura é a ideia de não poder sair na rua de “cara lavada”? Não estou aqui tratando a maquiagem como coisa do Diabo. Ela tem seu lugar, um lugar muito específico, mas tem. Pessoas com doenças de pele, como o vitiligo, por exemplo, às vezes necessitam da maquiagem para poder sair às ruas sem causar espanto, ou passar por situações constrangedoras (pois infelizmente a falta de informação faz as pessoas terem nojo de algo que sequer é contagioso). Alguém que vá a um programa de TV e não queira ter sua imagem empalidecida pelas luzes do estúdio também precisam recorrer a esta ferramenta (obviamente isto não tem nada a ver com encher a cara de cores e texturas; não é desta maquiagem que estou falando). Uma noiva, que deseja olhar com felicidade para as fotos que ficarão de recordação de seu casamento, também pode ser beneficiada por uma maquiagem corretiva. Esses são exemplos de casos pontuais. Algo muito diferente de ter que passar base, blush, delineador, pó, batom, rimel, etc… todos os dias para ir trabalhar, ou ir ao mercado, ou até mesmo ficar em casa. Isto é escravidão. E enquanto você acha que isto é ser livre para ser bela, e se incomoda com a visão conservadora, que você considera moralista ou legalista, da igreja, você está apenas se enganando e negando a verdadeira liberdade.
O mesmo ocorre com a forma de vestir – ter que comprar e usar sempre o que está na moda. Não analisar, sequer, se o modelo está em conformidade com a vontade de Deus. Usar roupas que expõe o corpo tornando a mulher cristã igual a todas as outras que não aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. Isto é voltar à escravidão, uma vez que você foi liberta pelo sangue de Cristo. Quando Jesus morreu por você, uma das coisas que Ele lhe deu foi a liberdade para não ter sua beleza associada à exposição do seu corpo. Ele lhe tornou livre para não precisar andar como o mundo, escrava da moda. Ele lhe tornou livre para poder ser modesta enquanto o mundo prega que você deve ser sensual, deixar os ombros de fora (numa tentativa de ser sexy), usar decotes provocantes e roupas curtas e coladas. Ele lhe tornou livre para que você pudesse andar modesta, refletindo a luz dEle, não para ser confundida com alguém fútil e indecente. Mas, muitas vezes, nós mulheres, negamos esta liberdade, e com ela negamos O nosso Salvador.
Querida amiga, recentemente vi uma notícia de uma exposição de fotos de mulheres famosas, de “cara lavada”. Ontem, por indicação de uma de nossas leitoras, assisti a um vídeo (que compartilho abaixo), de gente secular chamando a atenção para esta escravidão em nome da beleza e da moda. Nós fomos chamadas para ser luz, mas se a nossa luz não brilhar, as pedras irão clamar. Nós poderíamos ensinar a todas as mulheres do mundo que elas não precisam ser escravas, mas como faremos se nós mesmas somos? Eu quero convidar você a tomar posse da liberdade que Cristo lhe oferece, e a ajudar outras mulheres a serem livres para serem belas

Postado por: Karyne M. Lira Correia

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Caminho das Pedras



      A criança em sua primeira infância aprende a dar os primeiros passinhos.
        Nessa fase ao colocá-la num caminho de pedras suas peninhas ainda muito imaturas, se equilibram em cada passo cuidadosamente, algumas vezes tropeçando e não conseguindo manter-se em pé, cai.
         Todavia o que fazer? Agredi-la por isso? Condena-la? Dar-lhe uns tapas?
         Suas perninhas arranhadas pelas pedras, abrem-se leves fissuras, esta machucada.
O que fazer? Cutucar suas feridas resolve? Jogar ácido aliviaria?


        Seu pai a colocou num caminho de pedras sabiamente, pois sabe que suas perninhas ainda são imaturas, e as pedras dão-lhe o desafio necessário do aprendizado, o equilíbrio e o tônus são fortalecidos.

          Ele esta sempre ali em sua retaguarda, para cada tombo, seu olhar compassivo e carinhoso, suas palavras de apoio e animo, acalentam seu coração. Ela esquece a dor dos seus arranhões, pois o animo a revigora, esta a todo vapor, bate o pó do bum bum, e se levanta ligeiramente, da mais uns passinhos, cai novamente, imediatamente olha para o seu pai e encontra o incentivo em seu olhar, sorri, e levanta, até que suas perninhas vão se fortalecendo, a cada novo dia aprende a equilibrar-se mediante os desafios,  a não desanimar ou sequer desistir, se torna forte e perspicaz para não cair mais facilmente, assim como também aprende a ser generosa e compassiva, longânime para com os mais fracos”.

           Quando renascemos na fé, somos como crianças em sua primeira infância, na fase dos primeiros passinhos, aprendendo a andar, e a cada dia fortalecendo nossas perninhas, para em fim dar passos mais largos, e correr, para o calor dos braços amorável de nosso querido Pai Eterno.

           Para os adultos na fé que possuem pés firmes, pernas fortes, e já caminhão com perspicácia, tropeçando muito pouco, e dificilmente desequilibrando-se ao ponto de dar-se em queda, não deveriam ser paciente e bondoso, com os fracos na fé?  
           Com os os irmãozinhos e irmãzinhas que a pouco estão aprendendo a dar os primeiros passinhos?
           A esses caçulas que nasceram a pouco, não seria justo e no mínimo compreensivo dar-mos palavras acalentadoras e punho forte para ampará-los em seus primeiros passos?


          Porque sabendo disso, muitas vezes somos despóticos, intolerantes, ditatoriais e impacientes?

          Temos de cuidar para não sermos uma pedra maior no caminho desses novos na fé. Levando-os ao tombo eterno, pois se assim o for teremos de responder pelo sangue desses que se perderam.

           Se assim o fazemos por ignorância, que passemos a ser iluminados e abastecidos de tolerância e abundante AMOR que o Pai tem para nos dar todos os dias.