quarta-feira, 13 de maio de 2015

À relevância do amor

Os personagens, as máscaras e os comportamentos "desajustados" são os sintomas da criança "vazia" que anseia pelo olhar materno e segurança dos braços firmes de um pai cuidador. A ausência da figura adulta de pais amáveis é ponto crucial tanto quanto essencial para o desenvolvimento sadio do self. A negligência do apego seguro, dos primeiros vínculo, do holding, e da transmissão de bençãos na identidade em construção, proporcionará adultos famintos, e ávidos por amor.

 "Pais amai vossos filhos"

O amor não previne apenas um futuro de dores como possibilitará seres aptos a serem úteis pra sociedade, pra si mesmos e para as gerações futuras. O amor não se resume a boas palavras por breves períodos, ou cercar alguém de luxo e riquezas. O amor é o reconhecimento legítimo do outro. É abençoar a identidade, é oferecer estabilidade emocional, vinculo confiável e maturidade pra encorajar o crescimento. O amor mostra a verdade com os recursos do amor. Simplicidade e bondade

segunda-feira, 11 de maio de 2015

É tempo !



Nesse aparente silêncio tudo em mim grita por socorro.
Por todo esforço que ainda tenho de pôr na reconfiguração da minha própria existência.

Vez ou outra ter de deixar o que passou passar.
Seguir vencendo os próprios medos.
Experimentando o crescimento e os percalços das próprias escolhas
Apropriando-se da responsabilidade de estar na própria pele.

domingo, 10 de maio de 2015

Teatro da Vida

Em tempos rasos, a superficialidade superabunda com violência autêntica. A negação do interior (substancial) do ser humano, seus dilemas e frustrações sofrem com a nulidade de uma era que venera a aparência. O parecer ser é o colete salva-vidas em oceano bravo dos tempos modernos. Resultando numa busca desenfreada pela imagem perfeita, pelo ângulo exato, pela aparência aceitável, "bonita" - louvável! O ser humano de hj é uma "involução" do self verdadeiro. Pois refugiam-se em mecanismos cada vez mais superficiais pra sanar a dor de ser quem se é no íntimo. Pra fugir da dor da sua criança ferida.

Morre de medo de se ver de verdade. Preferindo se esconder com sorrisos fingidos, poses forçadas e beleza montada ao invés de encarar quem realmente se é. E esse autoengano tem resultado em perfis lotados nas redes sociais, mas desorientado, pobres, com relações vazias e contatos vagos. Esse é o reflexo do comportamento nitidamente vazio e carente, de um âmago reprimido. Que sofre - que se dói ! Cheios de vícios de ser quem se queria ser mas não se é. Que sofre em busca de amor e aceitação. Mas luta vorazmente com as ferramentas erradas. Em uma busca desenfreada por amor, lançam mão de máscaras que não sabem amar e ser amadas. Predominando a tendência "neurótica" de sarar a criança ferida com o personagem que só atrapalha, e distancia o remédio pra dor.

A busca por contentamento só é sanada quando se despedem as máscaras e os personagens que lhe roubam as chances de um dia ser aceito e amado na essência daquilo que se é. Assuma seu self. Mesmo destruído, medroso e desamparado estiver.

Assuma o que você é Independente das circunstâncias em que seu eu verdadeiro se encontra, debaixo de destroços e dor? Em fragmentos e retalhos? Não importa ! Pois só conheço um caminho pra cura verdadeira, e o caminho começa na coragem de se mostrar.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dos escombros

Decidi limpar os escombros da velha torre. Aquela que construída "pacienciosamente" por anos à fio, me fizeram doer e viver de remoer a miséria de uma vida imersa num engodo fantasioso de felicidade aparente. Superficial e doloroso. Me vejo envolto as ruínas de assombros antigos. Que lá atrás declarei guerra, e obtive vitória. Entre feridos e mortos, me vi sangrando com a dor da traição e exposição que consternante imolaram as paredes que protegiam minha refugiada. Construí uma fortaleza a duras penas. E não percebia que quanto mais desamor, mais meu apego se entrelaçava ao desespero de fugir pra um campo aparentemente seguro. Apenas aparente, pois a segurança oferecida era o mesmo que me aprisionava da oportunidade sadia de amar e ser amada. Debaixo de arranhaduras e gratidão pelos olhos que se abriram, vejo-me contemplativa -absorta. Com forças esvanecidas, e restos de esperanças lançados aos braços seguros que absorvem as dores d'alma.me lanço nEle, pois Ele é o caminho.

Poço seco

Tente tirar água de um poço seco, por anos à fio (insistentemente) e entenderá sobre cansaço.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Como ir embora?

Agarrada a um vislumbre futuro de coisas mil que poderia desenvolver e viver. Lancei as energias no futuro. Projetei meu coração na esperança de uma vida melhor. Seria tudo fantasia da minha cabeça? Fuga? Me vi indo embora de tudo o que vivi até aqui. Desejei começar do zero, e fazer tudo novo. Mas essa coisa de ir embora seria fulga da realidade sombria desses últimos dias? Querer ir embora é querer fugir? Pois então... Não fui. Fiquei, e vi as esperanças petrificadas no inanimado. Senti-me derrotada e impotente de mudar tudo. As forças se esvaíram como areia movediça. Me vi engolida e atropelada pela loucura dos dias, da velha vida. Perdi o foco no futuro, pelo inevitável presente que corrói momento a momento. E hoje me vi desistente de ir. Medrosa do por vir, de me lançar novamente à esperança de uma nova rotina e outras aspirações. Agarrada a um devaneio absurdo de querer ficar e recomeçar com quem já passou. Que não quer pensar. Nem mais estar. Me pergunto o que devo fazer? Se minha razão luta em proteger-me da dor que me causa ainda mais terror. Não quero mais sentir o hj ! Recuso-me a continuar agarrada as lembranças do que passou e se foi. E não será! Recuso-me a continuar presa na falsa esperança do religar o que eu mesma quebrei. Mas embora não queira mais viver isso. Nem desejar o óbvio. Tenho medo de nutrir expectativas futuras. Reunir o resto das forças nas coisas do por vir me apavoram. Confrontam-me a dualidade do hj. Lançar-me no amanhã representa esquecer as coisas que vivi e não quero mais deixar. E no fundo a dor, seja dor pela negativa de um e outro. Essa confusão enfraquece as forças pra lutar em qualquer um dos lados. Não suporto mais as lágrimas insistentes deformando à face, e esmagando a vida. É mais que não respirar momentaneamente, é brincar de viver !