sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tic Tac



                   Sim, eu sei as responsabilidades... Elas não param, apenas crescem e para cada esfera uma vertente diferente de tempo, velocidade e peso. Essa fase inicial da vida adulta tem lá suas razões para bater em nosso coração com um conjunto sonoro de aflições, pressão psicológica e certa injuria que às vezes vem misturada com certa ansiedade. Tenho reparado meu tom exasperado, tenso e estressado.  Quando me pego planejando o futuro, e tentado ordenar a cronologia dos ligeiríssimos anos que me esperam, me alegro ao passo que me desespero, pois toda meta tem seus passos, mas para alcança-las precisaria inicialmente de um plano não?
                   Bom, quando cumpro uma etapa, como, por exemplo, intuir o que realmente almejo com a mistura dosada de realidade incutida, sinto uma alegria espontânea e revigorante em minhas veias quando consigo cumprir certas etapas tão cruciais e delicadas, o alvo, é importantíssimo.
Mas os dilemas não são tão simples assim, agora vem os pesares da labuta, para uma meta estabelecida e finamente planejada, precisa-se de um esquema pratico, eficiente, sólido e preciso para começar a trilhar no caminho rumo ao grande destino. A caminhada pode ser longa ou curta isso varia com o tamanho e o nível de importância que damos as metas ambicionadas.

Mas a questão é, como trilhar esse caminho?

Pois é, ai esta mais um desafio, mesmo tendo uma intuição interessante quanto como trilha-lo a pressão psicológica, a ansiedade e o estresse só fazem crescer um desespero que pode se tornar infindável e ser observado como uma grande esteira que impede os passos largos na direção desejada.

 E o medo? Afinal essa é a hora de testar as capacidades e apurar as habilidades, sim, a correria tem sido uma grande faculdade, só me pergunto se não sairei com o diploma trocado. Como posso querer o Norte se continuo a dirigir no sentido Sul?
Com pouco tempo para realizar metas significativas e de peso estritamente influenciáveis no que diz respeito ao meu futuro, teria de correr contra o tempo? Acredito que esse não é o plano original do fiel Senhor, mas dançar com forme a musica, andar na estrada certa desfrutando da estrada da vida, no seu devido tempo, talvez isso, se assemelhasse mais com os planos do Divino. Tempo ao seu devido Tempo, pois Tudo se fez belo e formoso em seu tempo. Correr incessantemente em direção ao destino é como atravessar uma bela cidade a 180km/h. Porque não desfrutar as belezas do percurso num ritmo menos acelerado?
Afinal quais são as prioridades?
A ansiedade não vai faze-la chegar mais rápido ou ser mais eficiente, ela só atrapalhara o seu delicioso percurso, pois junto dela vem os seus vizinhos inconvenientes o estresse, a lamuria, seus frutos pesando sobre a saúde do corpo, suas horas de sono, sua alimentação, a qualidade dos seus relacionamentos, em fim, com destino a ramificações extensas.
Procurar à verdadeira e eficaz bússola que apontara a real, significante e consistente paz, só podem vir de uma única fonte, o fiel e companheiro amigo que nos direciona o leme e acende a luz em meio à penumbra, o Espírito Onipotente e Onisciente que zela com amor e ternura por nossas vidas, Deus.
Ele pode conceder o mapa, nortear o caminho, iluminar nos trechos escuros e mais que isso ele pessoalmente pode conceder sua agradável companhia nessa viagem e junto de sua atmosfera de paz e refrigério conceder a proteção necessária, o consolo, abrigo e alivio que o estreito caminho nos oferece.   

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Felicidade Solene




Por muitos dias não experimentava uma alegria profundamente sumptuosa,  como a que experimentei no discorrer das ligeiras horas desse meu dia cheio de encargos e momentos prazenteiros, uma  paz poderosa que se apoderava ciclicamente com sopro frio no coração, me faziam esboçar sorrisos espontâneos nos lábios, assim como um cintilar de olhos bastante singular. Após momentos de alegria abundante, senti o choro comovente de um coração vulnerável as obras infindáveis do Soberano Criador, ao qual tenho me lançado em confiança esplêndida. Ele tem me surpreendido de maneira tal, que por alguns momentos mergulhei numa gratidão profunda por suas obras magnificas e me emocionava com uma tristeza do dispertar do meu amago dolorido que tem sido cuidadosamente curado.
O grande cirurgião tem mostrado suas obras perfeitas e admiráveis. Aquele que faz cirurgia de corações de pedras por carne e de uma metástase para a cura divina, esta se manifestando dia a dia em minha vida e resplandecendo sua providencia continua, diária.
Seu enternecedor Amor tem me embalado, tocado, provado e testificado a fé fincada em Cristo.

Inércia


               Por tanto tempo ela aprendeu viver e conviver com as doçuras e amarguras de uma vida congelada, exposta a uma vitrine do que ser e fazer. Vivendo dentro de uma novelinha quase perfeita.  Embora periodicamente confrontasse com as paredes desse mundo inerte, alimentava-o com vitalidade aparentemente razoável. O que não passavam de paredes gélidas, num passa tempo que sustentavam seus pés fora do chão. Talvez, tentando iludir a si mesma.
            Bem convencida de que sua badalada “vidinha correta”, com destaque social, prestigio e reconhecimento das pessoas que a cercavam, coloriam e agitavam o suficiente esse esquema automático e viciante de viver.  
Porem uma descoberta passou a sacudir violentamente seu coração...
 “A garotinha da capa da revista”. A “bonequinha clichê” pertencente a um mundo quase perfeito, dotado de inteligência, postura, graciosidade, beleza, popularidade, meiguice e até mesmo um suposto altruísmo bastante ego centrado, não passavam de um mundo Inerte dentro de uma vida completamente estática. Na verdade essa grande estultícia que começou não se sabe onde, se infiltrou de tal maneira em seus dias, que se tornou um emaranhado sedutor para o seu coração, Uma grande armadilha rumo ao inferno. É como um veneno lento, uma vã disparatada forma de se viver, não passando de pura inercia. Não sendo nada mais do que correr incessante e insistentemente atrás do vento. Ou seja, imóvel, com rédeas falsas de controle sobre um engodo de quimeras.  
Pois viver uma fantasia seria viver?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Breve Pausa




Estou em meio ao pico do meu expediente, com telefone tocando, e-mails e contratos a fechar, projetos em andamento e expectativa. Mas em meio ao tumulto da ocupação servil, esta uma dor que não quer passar. Estou tão incomodada com alguma coisa que não sei expressar bem o que é, só sei dizer que é semelhante a dor por alguma coisa que não quer passar. Parei tudo, os telefones, e-mails, pautas, amigas, meu chefe, para poder dar essa escapadinha aqui nessa catarse on line que apelidei de diário.
Nas minhas pausas de estresse, faço uma oração, peço ajuda ao único que pode me ajudar. Sei que nele posso descansar meu problemas, as cobranças, metas, injurias e tantas coisas com as quais tentam me pressionar durante o dia.
Sim nas mãos do altíssimo, sei que posso confiar, ele dará um jeitinho, o milagre e o escape sempre chegam na hora certa, sou experiência viva de que ele é poderoso em operar com misericórdia e fazer superabundar à graça onde menos se espera, sei que o dia de hoje é um milagre divino, mas ainda sinto uma dor no peito que não sei por que, por breves momentos da vontade de chorar uma certa saudade, uma certa lacuna, talvez a mesma que Adão sentiu no Jardim após dar o nome aos pares de animaizinhos que para cada espécie possuía seu pertencer. Senhor cuide do meu coração.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Carta a Deus


Senhor, ontem falaste comigo de maneira extraordinário, me exortou, corrigiu, admoestou.
             Cada palavra, cada advertência, entravam cortantes por meus ouvidos, foi então que comecei minha oração silenciosa, pedindo para que cada palavra não se perdesse. Pedi maior luz para que tudo o que já fazendo sentido ficasse ainda mais claro.
            Compreendo que mesmo errante o Senhor me ama, de tal maneira que me alerta com os perigos e armadilhas que tenho intentado contra a minha própria vida.
            Pai, ao que entendi, a raiz de amargura que permiti semear em meu coração com a falta de perdão e o rancor dos meus erros passados, criaram uma barreira entre eu e ti, um escudo que criei com a intenção de proteger minha dor, minha ferida, mas esse escudo tem feito inflamar e piorar o meu câncer espiritual que latejam e gotejam dia e noite, me impedem de receber a cura do divino, me impedem de receber os raios enternecedores do criador, de sentir o seu AMOR, de receber alivio e refrigério na tua sombra.
           Estou cansada, me sinto prostrada, me sinto insegura, me sinto impotente, fraca, desconsolada, perdida e desorientada, minha alma esta abatida dentro de mim. A quem possa entender e sentir minhas dores?
           Sou julgada e subjugada, temo as pessoas e a crueldade da capacidade humana, temo ser traída, roubada, desamparada.  Construí um castelo de miséria sem fim, fiz um império de pura vaidade, e o que é afinal a vaidade? É nada mais do que correr atrás do vento...
          Às vezes tenho a sensação absurda de temer a própria vida! Estou inundada, deprimida, decepcionada. Corri por muitos dias atrás do vento, o que me restou? Nada!
          Honro-te com os lábios, mas meu coração? Não entrego a ti, não eu não o faço, sou boa com as palavras e uso minhas racionalizações como um método elegante de fuga, é a maneira que encontrei para fugir, fugir, fugir e fugir do que realmente atormenta a minha alma! Racionalizar é interessante é um mecanismo de fuga que consegue de maneira extraordinária anestesiar minha ferida aberta, assim como alterno entre a racionalização, sublimação e repressão!
         Reprimir meu câncer alojado entre as artérias do meu coração é como negar a existência dele, na verdade é mais profundo do que simplesmente nega-lo, é por breves momentos esquecer-se de que eles existem, mas como a repressão é insana para uma intelectual desesperada, me atenho à sublimação das minhas dores, tentando de alguma maneira me distrair ou abraçar causas e coisas, para me tirarem do foco da minha dor, só que o que acontece? Resolve? Sim, mas paliativamente, não cura, só me distrai por um curto período de tempo, o tempo necessário para que algo, alguém ou alguma coisa me acione um alerta de emergência das dores mal curadas que me amarram e aprisionam.
         É como caminhar por longas horas, correr exaustivamente e não sair do lugar é patinar em círculos! É doloroso tudo isso, mas como diz Eclesiastes, é melhor o pranto do que o Gozo é melhor um rosto contrito pela dor que o regozijo vão. A dor refina o coração certo?
         Não gosto da lamuria, mas mesmo não gostando sei que é necessário vivê-la, porque hoje é uma oportunidade, de sentir profundamente minhas dores, eu em fim preciso sofrer tudo, preciso chorar a perda, lamentar a dor dos meus erros, preciso sentir minha ferida aberta, preciso deixa-la arejar para que ela seque, não posso mais abafar tudo isso, porque quanto mais construo um império de vaidades que escondem minha impotência e chagas, mais isso tudo inflama, piora e se alastra.
         O câncer é assim não é? Um câncer não tratado pode virar uma metástase e em seguida? Pode tornar-se algo tão irreversível que possivelmente seu destino seria a morte! Embora a morte seja desejável, não quero morrer! Ao menos não assim! Quero ao menos partir com um legado, o legado da salvação, quero redenção, e poder desfrutar do melhor de tudo aquilo que ele conquistou com dores por mim, quero poder desfrutar da oportunidade de que me foi lançada pelo soberano, de tê-lo eternamente concedendo em fim paz de espirito a minha alma abatida, um amor enternecedor que aquece o coração de modo sobrenatural, que faz a alma regozijar como uma fonte que não para de jorrar suas aguas.
        Quero sentir esse amor poderoso correr por sobre as minhas veias, artérias, pulmão e coração, quero experimentar o poder soberano do divino, enchendo e iluminando todo o meu ser de maneira esplêndida como viveram e sentiram os mártires da fé, que puderam experimentar um amor tão poderoso, que as dores, pestilências e açoites deste corpo não significavam nada comparado a paz que o eterno concedia a esses filhos.
        Quero te amar Deus, quero sentir-me em paz novamente, sentir-me livre, alcançada pelo teu amor, aquecida envolto a tua presença. Quero um coração novo, porque esse meu Esta como uma pedra, intocável, impenetrável e sem vida. Tu és o único medico que conheço que pode fazer cirurgias de corações, trocando a pedra por carne, troca o meu? Sopre novamente a vida em minha vida, não se distancie de mim.
         Eu sei, eu sei SENHOR, meus lábios o horam com o poder do meu intelecto, minha mente não se desconectou do trono da tua graça, eu conheci e experimentei os teus caminhos, embora a memoria do meu coração seja falha e entorpecida em trevas, a memoria da minha mente me prende a recorrer a ti, por tantas e tantas vezes, clamei, clamei, e clamei varias vezes de modo formal, com minhas razoes, com o poder das minhas racionalizações, pois minha mente sabe e sempre esteve convencida de sua existência, do seu amor e da redenção que o SENHOR concede aos teus filhos, mas o meu coração esteve longe do trono da tua graça e não o tem experimentado.
         Embora eu buscasse, buscasse e buscasse por minha mente reconhecer que eras tu o melhor refugio, o meu coração não o fazia, meu coração rebelde que se rebelou de servi-lo no momento em que congelou com uma raiz terrível de amargura, pranto e ódio, não poderia se inclinar ao DEUS dono do Amor, da redenção, do perdão, benevolência e compaixão.
          Meu coração não só não podia se curvar a esse contraste gritante, como não podia se submeter a sentir nada do que o SENHOR tem a oferecer, da tua paz não desfrutei, da tua unção, do teu poder, do teu amor, nada! Nada! Tudo tornou-se nulo e impenetrável.
        Então entendi que uma pedra não poderia sentir amor certo?
         Por isso esse rogo de misericórdia, ore por mim SANTO ESPIRITO interceda incessantemente por minha alma abatida, ferida, humilhada, prostrada, cansada, levante tanto quantos puderes para clamar por minha pequena vida. Levanta-me das trevas com o qual me cerquei, tira-me a velha roupa, lava-me desse corpo sujo do pecado, dá-me de comer, dá-me de beber, é o que minha alma pede, fome e sede é o que sinto. Sede de paz, fome de DEUS.
        Quero tirar as roupas que num olhar de trevas assombrosamente pareciam roupas portentosas, mas diante da tua luz, tornam-se tudo trapo de imundícia. Minha vaidade tem corrompido minha essência, e pouco a pouco sei que ela migraria aos níveis mais baixos corrompendo o caráter e os valores. Por isso reconheço quando sua voz me alerta e atenta a esses perigos, ouço sua admoestação que me faz tremer e chorar, e suplico socorro.
Me ajuda.